Jung sobre catolicismo e protestantismo

41NlCBaVVcL._SX316_BO1,204,203,200_Tras derribar algunos de los muros que la Iglesia había puesto el mayor cuidado en levantar, el protestantismo empezó de inmediato a experimentar en propia carne los efectos cismáticos y desintegradores de la revelación individual. Tan pronto como se echaron por tierra las barreras del dogma y tan pronto como el rito se vio despojado de la autoridad de su eficacia, el hombre se vio enfrentado a la experiencia interna sin la protección y la guía de un dogma y un culto que representaban la quintaesencia incomparable tanto de la experiencia religiosa Cristiana como de la pagana. En lo esencial, el protestantismo se vio privado de todos los más finos matices de cristianismo tradicional: la misa, la confesión, la mayor parte de la liturgia y la función mediadora del sacerdote. Continuar a ler

Pós-modernismo

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Recentemente tive que ler e fazer um resumo do livro “Pós-modernismo. Um guia para entender a filosofia do nosso tempo“, do teólogo Stanley J. Grenz. Não é uma análise profunda, mas sim uma introdução ao tema. Achei bem interessante, e por isso compartilho aqui este sintético resumo:

Para compreender a pós-modernidade é preciso conhecer sua antecessora, a modernidade, pois aquela vem surgindo como oposição a esta, através da contestação dos seus fundamentos.

O fundamento da modernidade é a razão. Continuar a ler

Teologia do Prato

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Hum… acho que nós (a sociedade em geral) valoriza demais os cães simplesmente por serem “bonitinhos” e “espertinhos”, tratando-os com uma dignidade as vezes maior do que a de um ser humano. Muitos cachorrinhos passeiam vestidos e perfumados em calçadas de bairros de luxo, enquanto alguns humanos catam comida no lixo da cidade suja.

Por outro lado, o porco é visto como o símbolo da sujeira, da imundície. E por tanto os olhos humanos vêm nele tão somente a matéria prima para o bacon, a linguiça… etc. Para a nossa sociedade, o porco é como um recurso mineral qualquer. Ou seja, não tem nenhum valor por ser vivo, mas apenas por ser útil.

Mas então, comemos ou não comemos?

A nossa sociedade secularizada, materialista, perdeu o respeito pela vida. Não respeitamos mais alguém ou algo (animal ou vegetal) simplesmente por ser vivo. Valorizamos apenas o que nos é útil. Só não nos matamos uns aos outros porque a nossa segurança individual depende de um bem estar social, garantido por leis, convenções e tratados. Vemos tudo como recursos, recursos humanos ou recursos naturais. Agimos como se nada tivesse valor em si mesmo. A árvore centenária é cortada para não atrapalhar o trânsito.

Mas quando digo que não respeitamos a vida, não estou me referindo à vida entendida como o período entre o nascimento e a morte. Estou falando de vida em uma concepção mais ampla, mais difícil de definir. (talvez por isso o desrespeito: para o homem racionalista, tudo o que não é racionalizável não pode ter valor algum)

Por acaso a vida é apenas este curto período de tempo entre o nascimento e a morte? Então viver muito é viver muitos anos? O passarinho que envelheceu na gaiola viveu mais do que aquele que voou alto e foi pego pelo gavião?

Quando digo que não respeitamos a vida, estou dizendo que não respeitamos a natureza da vida. Ignoramos etapas, aceleramos processos, distorcemos ciclos, desprezamos papéis, rejeitamos realidades… Por exemplo: a morte. A morte faz parte da vida. Todo ser vivo morre. E não nos preparamos para ela, apenas tentamos evitá-la e adiá-la ao máximo. Mas ao mesmo tempo, mantemos um estilo de vida auto-destrutivo. Envenenamos nosso corpo com doses mortais do corstisol, proveniente do estresse de nossa busca visceral pelo conforto e segurança, que supostamente nos garantiriam uma boa qualidade de vida.

Desrespeitamos a vida quando colocamos um cão para viver em um apartamento. Não é o habitat dele. Desrespeitamos a vida quando produzimos porcos, frangos, vacas como se fossem apenas elementos de um processo industrial.

E porque comemos o porco e não o cão? Pensando sobre isso, acho que é uma questão puramente cultural. Alguns chineses comem cães. Os judeus não comem porco. Os japoneses comem carne de cavalo. Alguns hindus adoram as vacas. Cultura é assim, o que é absurdo para uns pode ser absolutamente normal para outros.

Então qual é a minha conclusão? Eu, Paulo Marins, habitante do topo da cadeia alimentar, agradeço a Deus pelo porco. Agradeço pela bênção do paladar, pela delícia que é a carne deste animal, e por poder me nutrir desta matéria orgânica que já foi outrora um ser que respira. Há algo de sagrado nisso. É uma vida sendo sacrificada para alimentar outra vida. Algum respeito o porco merece de nossa parte, e até mesmo um humilde pedido de desculpa e um sincero agradecimento. E por isso tento moderar na carne – e me considero pecador quando me deixo levar pela gula. Pois se um animal morre por minha causa, que seja para dar continuidade à cadeia da vida e não para satisfazer a minha luxúria gastronômica. Além do mais, não quero ser patrocinador da devastação do planeta, pois se a gula individual faz mal à saúde da pessoa, a gula de uma sociedade também é prejudicial à saúde planetária. Ela agride a vida ao impulsionar o desmatamento, aumentar a criação de animais em condições “desumanas” de confinamento, gerar resíduos que dificilmente serão reciclados, e por aí vai… tendendo ao infinito.

Não sou vegetariano (apesar de respeitar quem é) porque entendo que sou onívoro, e que este é o propósito da natureza. Sou totalmente contra o mal trato dos animais, mas, por outro lado, não tenho pena do fato de um animal virar comida, pois este é o ciclo da vida. Louvo a Deus pela maravilha que é o universo, que está sempre em mutação, sempre se renovando, sempre se reciclando. Hoje eu me alimento do porco, amanhã estarei alimentando os vermes embaixo da terra. E os vermes adubarão a terra, que será alimento do pasto, que por sua vez deliciará o gado, gado este que sustentará os seus predadores.

Somos pó, e ao pó retornaremos. Por isso creio que devemos respeitar mais a natureza. Usando um termo muito bem aproveitado pelos franciscanos, temos que nos irmanar com os outros seres. Não por sermos animais racionais, porque eu creio que o que nos aproxima do cachorrinho e do porco não é o fato de nós humanos também sermos animais. E o que nos diferencia deles não é o fato de sermos racionais. O que nos aproxima é que todos nós – eu, você, o cão, o porco, a árvore, a montanha e a água – somos criação de Deus, e nisso somos todos iguais. E o que nos diferencia é que de todas as criaturas, de todas as coisas criadas, nós somos a mais elevada, a mais parecida com o criador, e por isso temos a imensa responsabilidade de servir, cultivar e proteger todos seres, principalmente os mais fracos.

Feminismo cristão?

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Gostei do insight que me trouxe o pensamento de Chesterton. Mas acho que se a intenção dele era reprovar o feminismo, a crítica não é válida. Em minha simplicidade, acredito que o feminismo surgiu como uma reação a um contexto em que as mulheres não apenas “ajudavam seus maridos”, mas eram em geral exploradas, abusadas e oprimidas mesmo. Foi algo realmente necessário. É claro que sempre houve exceções; sempre houve romantismo, cavalheirismo… Mas a regra geral, ao que me parece, sempre foi injusta. Por isso é natural que quando houvesse oportunidade elas se rebelassem contra um sistema que impunha a submissão das mulheres à rudeza e aos caprichos de homens que as viam como meras serviçais e objeto de uso sexual. Continuar a ler

Porque eu deixei a carreira de administração de empresas antes mesmo de começar

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Uma amiga perguntou: “quem é mais fútil? a mãe que banca ou a filha que consome??? QUAIS SÃO OS VALORES DA ATUALIDADE?????”

E eu acrescento:

Quem é mais fútil, a mae ou a filha? Ou os administradores que estudam o comportamento humano e criam as marcas e o valor subjetivo que elas carregam e assim conseguem ganhar rios de dinheiro vendendo coisas que as pessoas não precisam a um alto preço e pagando aos seus empregados salários que não bancam uma vida digna? Quem é mais fútil? A menina que busca status social ostentando um tênis, às cutas do salário da mãe? Ou o empresário, que busca status social ostentando um carro de luxo, às custas de seus empregados e dos consumidores manipulados? Eu tenho pena é da mãe, que por amor e ignorância é explorada pela filha ao mesmo tempo em que, por um salário provavelmente baixo, passa a vida andando de ônibus e limpando casas elegantes nas quais nunca vai morar. Continuar a ler

Profetismo em Israel

Profetismo em IsraelNas páginas que se seguem, apresento um resumo do livro “Profetismo em Israel. O profeta. Os profetas. A mensagem.”, de autoria de José Luiz Sicre, professor na Universidade de Granada e no Pontifício Instituto Bíblico de Roma, licenciado em filosofia e doutor em Sagrada Escritura. Este resumo se concentra na segunda parte do livro “Os profetas”, devido à sua maior relevância para o iniciante na prática da exegese. Visto que a primeira parte trata-se de um estudo mais minucioso sobre a atividade profética, e a terceira dedica-se a uma tentativa de aplicação da mensagem dos profetas de ontem para os dias de hoje.

Ao selecionar o texto para compor este resumo, atribuí mais valor às informações referentes ao contexto e à vida de cada profeta, e menos aos dados mais detalhados como interpretações de passagens, opiniões de comentaristas, teorias sobre datação, etc. Penso assim poder captar os detalhes mais abrangentes, indispensáveis a qualquer abordagem do texto bíblico. De modo que ajude o estudante a captar a mensagem mais ampla de cada profeta, e que o livro seja mais facilmente manuseado posteriormente, na necessidade de informações mais profundas sobre textos específicos. Continuar a ler

As leis da simplicidade

ImagemEm um mundo que se torna mais complexo a cada minuto, a simplicidade vai sendo cada vez mais desejável. Mas atingir a tão desejada simplicidade nem sempre é tão simples – com o perdão do trocadilho. Comecei a meditar sobre isso no dia em que me deparei com esta frase que anda circulando pela net:

Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.

Pois bem, se há muito trabalho a ser feito, é bom saber que já existe gente pesquisando o tema e escrevendo livros pra facilitar a nossa vida. É o caso do John Maeda, designer e professor no MIT. Sinceramente, não lembro como que encontrei o livro dele (passou-se muito tempo desde que eu baixei o pdf até o momento em que comecei a ler), só sei que fui facilmente seduzido pelo título: as leis da simplicidade. Continuar a ler

Minima Sacramentalia: Os Sacramentos da Vida e a Vida dos Sacramentos – Leonardo Boff

0Sacramento. Segundo o dicionário Aurélio: “cada um dos sete sinais sagrados instituídos por Jesus Cristo para distribuir salvação divina àqueles que, recebendo-os, fizeram profissão da fé”. Mas o senhor Aurélio Buarque de Holanda não era um teólogo, a definição dele é uma síntese do entendimento católico de sacramento.

Segundo o catecismo da igreja católica:

Os sete sacramentos são os sinais e os instrumentos pelos quais o Espírito Santo difunde a graça de Cristo, que é a Cabeça, na Igreja, que é seu Corpo. A Igreja contém, portanto, e comunica a graça invisível que ela significa.[1] (grifo meu)

E ainda:

os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, por meio dos quais nos é dispensada a vida divina. Os ritos visíveis sob os quais os sacramentos são celebrados significam e realizam as graças próprias de cada sacramento. Produzem fruto naqueles que os recebem com as disposições exigidas.[2] (grifo meu)

Podemos perceber então três características importantes do sacramento católico: é uma instituição de Jesus Cristo, é canal de recebimento da graça divina e é administrado pela “igreja”. Entretanto estes três pontos são facilmente questionáveis, mas vamos por enquanto nos ater a um deles, o primeiro. Continuar a ler

Inácio de Antioquia

BIOGRAFIA

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Nasceu na Síria entre 35 – 50 d.C. Pouco se sabe do início de sua vida e muito menos de sua família, segundo a lenda Inácio foi a criança que Jesus segurou em Mc 9:33 foi discípulo do apóstolo João, segundo Eusébio de Cesaréia sucedeu Evódio como terceiro bispo na Igreja de Antioquia. Segundo a lenda, Inácio foi a criança que Jesus segurou em seus braços em Mc 9:33. Escreveu sete cartas que foram escritas entre as breves paradas das suas viagens, estas são: a Policarpo de Esmirna, aos Efésios, Esmirniotas, Filadélfos, Magnésios, Romanos e aos Trálios.

Sua influência e autoridade era tão grande que era conhecido como Teóforo (do grego antigo ϑεοϕόρος, composto de ϑεο- “deus” e -ϕόρος “portador”) Por volta de 107 d.C, nono ano do reinado de Trajano, foi preso e levado a Roma, onde foi entregue as feras nos Coliseu. Inácio via o seu martírio como uma forma de anunciar o evangelho e como gesto de entrega ao Senhor. Continuar a ler

Ágora (Alexandria), o filme.

agora_ver2O filme Ágora, no Brasil Alexandria, conta a história da filósofa Hipátia, relacionando-a com os eventos sociais e políticos que ocorreram na cidade e no império naquele período.

Aviso: spoiler

Hipátia viveu em Alexandria, no Egito, entre 355 e 514, dentro do período em que o Egito fez parte do império romano. A estória narrada no filme inicia em 391. Nesta época o cristianismo, que até pouco tempo antes era proibido, já era um culto permitido e até mesmo favorecido pelo imperador. Continuar a ler